Suspeito de matar comerciante em emboscada por celular é preso em Mogi Mirim
O suspeito de matar o comerciante José Donizete da Silva Junior, de 27 anos, foi preso pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (21). Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, um homem de 21 anos foi preso em um condomínio habitacional na zona leste de Mogi Mirim, apontado como suspeito do crime.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, o suspeito foi identificado por meio da linha telefônica utilizada para se comunicar com o comerciante. Com base nas investigações, a Justiça expediu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão.
José Donizete era proprietário de uma loja na cidade de Espírito Santo do Pinhal. No domingo (12), o comerciante, em companhia da namorada, veio até Mogi Mirim para realizar a entrega de um iPhone 17 Pro Max de 256 GB, negociado pelo valor de R$ 7,5 mil. O ponto de encontro, combinado previamente com o suposto comprador, era em frente a uma residência no Parque das Laranjeiras, zona leste da cidade.
De acordo com o depoimento da jovem, que sobreviveu à ação e permaneceu consciente, o casal estacionou o veículo e aguardou por cerca de dez minutos. A calmaria foi interrompida abruptamente quando um homem armado interceptou o automóvel. Em uma reação instintiva de sobrevivência, o comerciante engatou a marcha à ré para fugir, quando percebeu que se tratava de um assalto, momento em que o criminoso efetuou um disparo de arma de fogo.
Atingido, Jose Donizete perdeu o controle do veículo, que acabou colidindo contra um barranco. O empresário não resistiu aos ferimentos e faleceu no local antes da chegada do socorro médico. Em estado de choque, a companheira tentou estancar o sangramento da vítima e, posteriormente, correu à via pública para chamar por auxílio a populares.
A Guarda Civil Municipal de Mogi Mirim isolou a área até a chegada da equipe do Plantão Policial e da Polícia Científica. O morador do imóvel apontado como local de entrega foi ouvido e afirmou não ter percebido qualquer movimentação suspeita ou ouvido o disparo. O caso foi registrado como latrocínio (roubo seguido de morte).
Com informações de Maria Clara da Cunha Canto


