Reunião tenta garantir consenso sobre vagas de carga e descarga no Centro de Mogi Mirim

Está agendado para a noite desta segunda-feira (22), a partir das 18h, na sede da Associação Comercial e Industrial de Mogi Mirim (Acimm), um encontro que pretende reunir autoridades do setor de mobilidade urbana, lideranças do comércio e representantes de estabelecimentos comerciais para debater a questão que envolve áreas para parada de carga e descarga no Centro da cidade.

A reunião foi proposta pelo secretário de Mobilidade Urbana Jonas Alves de Araújo Filho, o Joninhas, como forma de estabelecer um consenso em torno do assunto. O atual secretário nutre expectativa de que o tumultuado processo de licitação envolvendo a contratação da empresa que irá gerir as vagas de estacionamento da região central (a chamada Zona Azul) esteja caminhando para um desfecho. Diante disso, pretende estabelecer as diretrizes de implantação de carga e descarga de forma definitiva.

Como se trata de um tema suscetível a diversos tipos de entendimento, achou mais prudente ouvir os comerciantes antes de tomar uma decisão definitiva. Conforme dados divulgados pela secretaria, são hoje 37 pontos de carga e descarga distribuídos por toda região central, que totalizariam cerca de 150 vagas para estacionamento de veículos.

A reportagem de O IMPACTO percorreu no decorrer da última semana a Rua Conde Parnaíba, onde se concentra o maior número de locais destinados a carga e descarga (cinco no total) e percebeu que existe uma falta de consenso entre os comerciantes. 

Rita de Cássia dos Passos Pavanelli, gerente da loja Camisa & Cia, relatou seu desconforto com o ponto existente bem em frente à sua loja. Ela argumenta que caminhões de grande porte param ali de forma deliberada por muito tempo, “escondendo a fachada e provocando estragos”. Ele informou que o toldo da loja já foi danificado. Ela defende que o ponto de carga e descarga em frente à sua loja seja instalado na Rua Ulhôa Cintra, “onde não tem lojas”. Rita afirmou que estará no encontro de segunda, defendendo seu ponto de vista.

Ariene Silva Oliveira, gerente da loja Bra Lingerie, defende a vaga de carga e descarga em frente à sua loja, localizada a poucos metros da Camisa & Cia. “Facilita muito a vida de diversas lojas”, avalia. Ela disse que o maior problema das vagas de carga e descarga reside no desrespeito dos carros de passeio, cujos motoristas, segundo ela, não pensam duas vezes para ocupar a vaga. “A Prefeitura precisa fiscalizar melhor”, pediu.

O ajudante de motorista Tiago Moreira, que trabalha entregando bebidas, corroborou com Ariene. “É complicado. Além da gente lidar com a incompreensão das pessoas, é comum termos que procurar lugar para estacionar o caminhão porque a vaga fica ocupada por carros de passeio”, observou.

Para Michel Gonçalves, da Ótica Real e diretor da Acimm, o assunto divide opiniões, defendendo a participação dos interessados no encontro de segunda. “Tenho conversado com muitos colegas e a impressão é que o assunto não tem despertado tanto interesse como deveria”, afirmou. Michel avalia ainda que se o tema em debate fosse a volta da Zona Azul, o interesse seria maior. “Acho que as pessoas devem se atentar para o fato de que o assunto é relevante. Depois de feitas as mudanças, não tem como voltar atrás”, defendeu.

Joninhas Araújo afirmou ter noção das dificuldades que o assunto provoca e espera que haja participação efetiva dos comerciantes para que os pontos divergentes sejam devidamente eliminados, permitindo que a equipe técnica da Secretaria de Mobilidade Urbana realize um estudo mais compatível com a realidade local e em sintonia com o pensamento da maioria dos comerciantes. “Temos noção das dificuldades, mas é preciso fazer esse tipo de consulta para sabermos que direção iremos tomar”, pontuou

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