Mogi Guaçu realiza 16ª internação compulsória de pessoa em situação de rua
A Prefeitura de Mogi Guaçu realizou nesta segunda-feira (31) mais uma internação compulsória de uma pessoa em situação de rua, elevando para 16 o número de internações desse tipo realizadas no município em 2026. O procedimento ocorre mediante decisão judicial, após avaliação médica e quando as abordagens e tentativas de acolhimento voluntário não têm resultado.
No caso desta segunda-feira, um homem que permanecia em situação de rua na Rua São José, no Centro, foi encaminhado para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Novo 2. Posteriormente, ele foi transferido para uma clínica de reabilitação especializada. As vagas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são reguladas pelo Sistema Cross (Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde), da rede pública estadual.
Segundo a Prefeitura, a internação compulsória é adotada em situações consideradas de extrema vulnerabilidade, quando a pessoa não aceita ajuda e há indicação para esse tipo de medida. Nesses casos, a internação é solicitada e autorizada pela Justiça.
As pessoas em situação de rua são acompanhadas pela Equipe de Segurança, Cidadania e Acolhimento (Esca), que realiza abordagens e oferece os serviços disponíveis. De acordo com a psicóloga e coordenadora da equipe, Marcela Rodrigues Sibella, quando há indicação médica para internação compulsória, o caso é encaminhado pela Secretaria de Assuntos Jurídicos ao Poder Judiciário. Após a autorização, são tomadas as providências para encaminhamento do paciente a uma unidade especializada.
O trabalho envolve as Secretarias de Saúde, Assistência Social e Assuntos Jurídicos, com apoio da Guarda Civil Municipal (GCM) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). As internações dependem da disponibilidade de vagas e dos procedimentos necessários em cada caso.



