Mogi Guaçu inicia internação compulsória de pessoas em situação de rua
A Equipe de Segurança, Cidadania e Acolhimento (Esca) de Mogi Guaçu, com o apoio da Guarda Civil Municipal (GCM), começou a cumprir as decisões da Justiça que autorizam a internação compulsória de pessoas em situação de rua no município. Segundo a gestão do prefeito Rodrigo Falsetti, a medida foi tomada por conta da condição de vulnerabilidade extrema dos indivíduos, que apresentam histórico de dependência de álcool e drogas e não tiveram sucesso no acolhimento em abordagens anteriores.
O pedido emergencial à Justiça foi feito pelo próprio Município por meio da Secretaria de Assuntos Jurídicos, resultando em duas decisões publicadas nesta semana. De acordo com a Prefeitura de Mogi Guaçu, todos os envolvidos são acompanhados, há meses, pela equipe da Secretaria de Assistência Social.
Na quarta-feira (22), o prefeito Rodrigo Falsetti e o vice-prefeito Major Marcos Tuckumantel acompanharam as equipes nas duas abordagens realizadas inicialmente. A ação é realizada com o apoio das Secretarias de Saúde, de Serviços Municipais e Segurança.
Falsetti declarou que, em muitos casos, a dependência química tira da pessoa a capacidade de decidir pelo próprio tratamento. “Quando há respaldo legal, o poder público precisa agir com firmeza”, frisou.
Ainda segundo o prefeito, nos próximos dias, a equipe realizará 23 internações, sempre com laudo médico e autorização judicial. Segundo ele, o objetivo é salvar vidas, devolver dignidade a quem precisa e garantir mais ordem, segurança e tranquilidade para a população, com a promessa de seguir realizando intervenções dentro da lei e com responsabilidade.
Em publicação nas redes sociais sobre a ação, o prefeito detalhou que, na primeira etapa do trabalho, foram realizadas três abordagens. Em duas delas, houve êxito: as pessoas foram encaminhadas à UPA para avaliação médica e, posteriormente, seguiram para uma clínica de internação. Ele ressaltou que eventuais práticas ilícitas são e serão combatidas com rigor, mas fez um pedido para que a equipe atue com “humanidade no trato” àqueles que lidam com vícios e dificuldades e que precisam de ajuda.
O prefeito também informou que, no ano passado, 14 pessoas foram internadas compulsoriamente em razão das condições extremas em que se encontravam. Para este ano, já há mais de 20 pedidos em análise pela Justiça, e a Administração Municipal pretende solicitar ao judiciário quantas internações compulsórias forem necessárias.


