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Criança de 1 ano e 10 meses morre após suspeita de picada de escorpião em Mogi Mirim

Segundo a Secretaria da Saúde, o estado da criança era considerado grave e não havia condições clínicas para transferência

Uma criança de 1 ano e 10 meses morreu na manhã desta segunda-feira (19), após dar entrada na UPA Zona Leste de Mogi Mirim com náusea, vômito e sudorese. Durante o atendimento, surgiu a suspeita de intoxicação por animal peçonhento e, posteriormente, um escorpião foi encontrado na residência da família.

Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde, o casal chegou com a criança à unidade por volta das 6h45. O primeiro médico que realizou o atendimento percebeu uma rápida piora do quadro e encaminhou o paciente para a Sala Vermelha, destinada aos casos de emergência.

Uma segunda médica passou a acompanhar a criança e questionou os pais sobre a possibilidade de contato com algum produto químico dentro de casa. Diante da negativa, perguntou se poderia ter ocorrido uma picada de animal peçonhento, como aranha ou escorpião.

Os pais então pediram à filha mais velha, que permanecia na residência, que verificasse o local onde a criança costumava brincar. Foi durante essa procura que ela encontrou um escorpião.

Apesar do atendimento, o quadro clínico continuou se agravando e a criança morreu por volta das 10h.

Segundo a Secretaria da Saúde, o estado da criança era considerado grave e não havia condições clínicas para transferência à Santa Casa ou à Unicamp. A pasta informou ainda que, mesmo com a disponibilidade imediata do soro antiescorpiônico, a avaliação repassada à família é de que a gravidade tornava incerta a reversão do quadro.

Os pais procuraram inicialmente a UPA Zona Leste porque moram na região e esta era a unidade de atendimento mais próxima. A UPA não dispõe de soro antiescorpiônico. Segundo a Secretaria, a Santa Casa é a unidade de referência em Mogi Mirim para acidentes com escorpiões e aranhas e é onde está disponível o antiveneno.

A Secretaria lamentou a morte da criança e afirmou que ela recebeu atendimento de dois médicos na UPA, com adoção das medidas possíveis diante da evolução do quadro.

O Ministério da Saúde orienta que, em caso de acidente com escorpião, a vítima seja encaminhada sem demora ao serviço de referência. Nem todos os hospitais dispõem do soro, cuja indicação depende da avaliação da gravidade do caso. Crianças têm risco aumentado de evolução grave, especialmente as menores de 10 anos. Com a chegada do período de chuvas e temperaturas mais altas, aumenta a atividade dos escorpiões e, consequentemente, o risco de acidentes.

Como reduzir o risco de acidentes com escorpiões

  • Evite o acúmulo de entulho, madeira, telhas e outros materiais que possam servir de abrigo.
  • Mantenha quintais e áreas próximas às residências limpos e organizados.
  • Verifique roupas, calçados, toalhas e objetos antes de utilizá-los quando estiverem armazenados em locais onde possam existir escorpiões.
  • Não utilize inseticidas ou outros produtos químicos para tentar eliminar escorpiões. O Ministério da Saúde informa que esses produtos não têm eficácia comprovada para o controle do animal em ambiente urbano e podem fazê-lo sair do esconderijo, aumentando o risco de acidentes.
  • Em caso de picada, lave o local com água e sabão e procure atendimento imediatamente. Não recorra a tratamentos caseiros.

Em Mogi Mirim, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a Santa Casa é a unidade de referência para atendimento com soro antiescorpiônico.

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