Vereadores cobram Secretaria de Finanças por erros no IPTU de Mogi Mirim
JORNAL O IMPACTO
Um grupo de vereadores protocolou na Câmara Municipal de Mogi Mirim um requerimento à Secretaria Municipal de Finanças solicitando correções sobre os lançamentos do IPTU 2026 que apresentaram valores venais distorcidos. O assunto dominou a sessão legislativa da noite de ontem (30).
Assinam o requerimento os vereadores João Victor Gasparini, Daniella Amoedo Campos, Mara Choquetta, Everton Bombarda, Marcio do Boxe, Marcos Gaúcho, Sargento Coran, Wilians Mendes de Oliveira e o presidente Cristiano Gaioto. A solicitação pede que o Poder Executivo, por meio da Secretaria Municipal de Finanças, informe à Câmara sobre os imóveis que tiveram seus valores venais distorcidos em desconformidade com a lei, e que os casos sejam encaminhados para correção.
Na sessão da Câmara Municipal, Gasparini afirmou que chegou a alertar o secretário municipal de Finanças, Mauro Zeuri, há cerca de seis meses, de que havia cálculos errados nos valores venais de determinadas regiões da cidade. A resposta foi de que esses erros seriam sanados. Mas isso não ocorreu, segundo o vereador. “A incompetência escancarada da Secretaria de Finanças faz o cidadão mogimiriano perder a confiança no poder público e se sentir desamparado por aqueles que devem representá-lo”, criticou.
Já Cristiano Gaioto apontou como a empresa contratada para a revisão da Planta Genérica como responsável pelos erros de cálculo nos valores venais de algumas regiões. “Inclusive nós estamos sugerindo montar uma comissão para acompanhar o trabalho dessa comissão da Prefeitura nesses cálculos que foram feitos errado, principalmente nos últimos 8 mil carnês que foram impressos e estão sendo entregues à população”, afirmou o presidente da Câmara. “Eu quero acreditar que isso vai ser corrigido o mais rápido possível”, disse ainda.
Já Wilians Mendes defendeu a necessidade de revisão da Planta Genérica do município para sanar distorções na cobrança de IPTU, mas também cobrou que os erros sejam corrigidos. “Não vou admitir que ninguém saia prejudicado. Agora, se eu tenho uma casa e construí mais de 200 metros, tenho que pagar por isso. Agora, também não vou aceitar quem tem uma casa de 50 metros pagar um valor de 200, não é justo. Nós vamos fazer o que é justo”, frisou.



