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Médico alerta para importância do diagnóstico precoce de doenças raras

O médico Renato Sardinha Mantovani ocupou a Tribuna Livre da Câmara Municipal de Mogi Mirim, no último dia 23, para falar sobre o Dia Mundial e Nacional das Doenças Raras, celebrado anualmente em 28 de fevereiro. Em seu discurso, ele destacou a necessidade de conscientização, informação e políticas públicas voltadas às pessoas com essas enfermidades.

Mantovani explicou que o termo “doença rara” pode ser dúbio, pois, embora cada condição isoladamente afete poucas pessoas, o conjunto delas representa uma parcela significativa da população. Ele alertou que muitos casos sofrem com a falta de diagnóstico preciso e precoce, o que atrasa o tratamento adequado, prejudica o paciente e gera gastos ineficazes para a rede pública de saúde.

Segundo o médico, embora os exames para um diagnóstico mais preciso tenham custo elevado, a longo prazo eles geram economia para o sistema público e podem proporcionar mais qualidade de vida ao paciente. Ele citou o exemplo regional de uma criança com condição genética que demorou oito anos para ter acesso ao exame. Durante esse período, a criança não conseguia sentar nem falar, apresentava crises epiléticas recorrentes e fazia uso de três medicações antiepiléticas. Após o diagnóstico correto, o tratamento foi alterado, a criança não precisou mais dos três medicamentos, deixou de ter crises e agora está em processo de aprender a andar.

O médico também comentou outros casos e respondeu a questionamentos dos vereadores sobre fila de espera de crianças e adolescentes para tratamento, financiamento de ações e projetos via emendas parlamentares e orçamento da Secretaria da Cidadania e Direitos da Pessoa com Deficiência, capacitação da atenção básica, terapia gênica e professores de apoio, entre outros temas.

Foto: Gabriel B. de Lima/Câmara Municipal de Mogi Mirim

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