Manter duas bases de bombeiros é inviável em Mogi Mirim, diz comandante militar

FLÁVIO MAGALHÃES
JORNAL O IMPACTO
Foto: Gabriel B. de Lima/Câmara Municipal de Mogi Mirim
Em audiência pública realizada pela Câmara Municipal no último dia 7, a pedido do vereador Cabo Wagner (PL), o tenente-coronel Kleber Moura, atual comandante do 7º Grupamento de Bombeiros, sediado em Campinas, descartou a possibilidade do Bombeiro Municipal e do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar coexistirem em Mogi Mirim. “Se for um jogo dividido, eu prefiro nem jogar”, declarou.
“Se trabalharem dois quartéis, não funciona”, frisou, justificando que o treinamento e a atuação precisam ser conjuntas, caso Mogi Mirim aceite a instalação de um posto dos bombeiros estaduais na cidade. “Seria uma honra para nós trabalhar com os [bombeiros] municipais”, fez questão de frisar.
Durante a audiência, Moura voltou a citar a média de 800 ocorrências atendidas por ano em Mogi Mirim pelo Corpo de Bombeiros de Mogi Guaçu como justificativa para a instalação de um posto em território mogimiriano. Também lamentou o clima de “animosidade” que percebeu na cidade. Durante a audiência, uma faixa com os dizeres “pedimos respeito ao Bombeiro Municipal” foi exibida.
Secretário interino de Segurança Pública naquela ocasião, Dirceu Paulino, defendeu os servidores mogimirianos. “Essa animosidade é uma preocupação de perderem as atividades que desempenham com excelência há mais de 40 anos, que conquistaram a duras penas”, afirmou.
Conforme noticiou O IMPACTO, a responsabilidade pelos custos de construção de uma sede para o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar é, atualmente, o principal entrave para a formalização do convênio entre a Prefeitura de Mogi Mirim e o Governo do Estado de São Paulo. A assinatura do documento é etapa essencial para a instalação de um posto dos bombeiros militares no município.
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