A juíza Adriana Barrea, da 75ª Zona Eleitoral, em entrevista exclusiva para O IMPACTO, fez uma advertência para que candidatos e partidos políticos não incorram em ilícitos eleitorais. Mencionou, mais especificamente, o despejo de material de campanha às vésperas da votação e a realização da boca de urna – infração que consiste em tentar convencer eleitores presentes nas proximidades do local de votação a votar ou deixar de votar determinado candidato.
Em relação ao despejo de “santinhos”, argumentou que a prática pode configurar crime eleitoral, mesmo se realizado na véspera da eleição. Sobre a boca de urna, frisou que a Justiça Eleitoral estará atenta e pronta para coibir tal prática.
A magistrada garantiu ainda que a Justiça Eleitoral atuará em estreita cooperação com órgãos de segurança, como Polícia Militar, Civil, Federal e, no caso de Mogi Mirim, também com a Guarda Civil Municipal (GCM), além de concessionárias de serviços públicos. “No dia da eleição, é instalada na capital uma sala de gerenciamento de incidentes para monitorar e resolver qualquer intercorrência em todo o estado, em tempo real, garantindo segurança e a entrega do resultado no mesmo dia”, exemplificou.
A magistrada estima que o resultado da votação na área de abrangência do TRE-SP deverá ser conhecido em até três horas. Nas considerações que fez a respeito do processo eleitoral em si, fez recomendação para que os eleitores se cerquem do cuidado em saber com antecedência onde ficam seus locais de votação e que levem uma “colinha” para facilitar a celeridade da votação.
Lembrou que essa eleição faculta ao eleitor o preenchimento de seis espaços para diferentes cargos (deputado estadual, deputado federal, senador primeira vaga, senador segunda vaga, governador e presidente), daí a orientação que o eleitor leve consigo os respectivos números dos candidatos nos quais pretende votar.
Em relação aos aparelhos de telefonia celular, a magistrada foi bastante taxativa ao afirmar que será permitido seu uso somente no caso de identificação perante o mesário, podendo serem usados o E-Título, CNH, RG, Passaporte, Certificado de Reservista e Carteiras de Conselhos Profissionais. O uso para fazer imagens dentro do local de votação é expressamente proibido, conforme fez questão de advertir.
Confiança nas urnas
Questionada sobre a segurança das urnas eletrônicas, Adriana explicou que os equipamentos passam por diferentes procedimentos de auditoria antes e durante as eleições e que também podem ser auditados posteriormente.
Entre os mecanismos citados pela juíza está o teste público de segurança, no qual especialistas procuram identificar vulnerabilidades nos sistemas utilizados no processo eleitoral. Ela também destacou o boletim de urna (BU), documento impresso após o encerramento da votação e que apresenta os votos registrados em cada equipamento.
Segundo Adriana, os boletins permitem que partidos e cidadãos confiram os resultados de cada urna e façam uma totalização paralela para posterior comparação com o resultado divulgado pela Justiça Eleitoral.
A juíza também explicou o procedimento adotado caso uma urna apresente problemas durante a votação. Inicialmente, os mesários são orientados a desligar e religar o equipamento. Se a falha persistir, a urna pode ser substituída por outra de contingência.
De acordo com Adriana, aproximadamente 114 mil urnas foram preparadas para a eleição no Estado de São Paulo, das quais cerca de 10 mil são destinadas a contingências. Ela afirmou ainda que, nas eleições de 2022 e 2024, menos de 1% dos equipamentos precisaram ser substituídos no Estado.
Em uma eventual substituição, os votos já registrados permanecem preservados. A mídia com os resultados é transferida para o equipamento de contingência e a votação prossegue normalmente. Na região, após o encerramento do pleito, o material será encaminhado ao cartório eleitoral para transmissão dos dados.
Neste domingo, 67.759 eleitores mogimirianos estão aptos a votar.





