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Fórum de Mogi Mirim recebe crianças em projeto para aproximar Judiciário da comunidade

A atividade contou com crianças de 7 a 9 anos e teve acompanhamento da juíza Adriana Barrea, da 4ª Vara

O ambiente de trabalho geralmente austero do Fórum Dr. Firmino Whitaker foi quebrado na tarde da última quinta-feira (15) com a movimentação atípica de um grupo de crianças com idade entre sete e nove anos percorrendo os diferentes departamentos.

A visitação, que despertou imediata simpatia dos diversos servidores, teve acompanhamento da juíza da 4ª Vara, Adriana Barrea, diretora da Administração do Fórum. Mobilizou também a advogada Patrícia Guilherme da Costa, presidente da Comissão da Criança e do Adolescente da representação local da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – representando o presidente André Barbosa -, e Roseli Teixeira da Fonseca Sakamoto, supervisora de Serviços do Fórum.

A atividade contou com a participação do presidente da Associação Comercial e Industrial de Mogi Mirim (Acimm), Nelson Theodoro Junior, que disponibilizou o apoio necessário para a comunicação entre Judiciário e comunidade. Marcou também a estreia em Mogi Mirim do Projeto de Portas Abertas Para o Futuro, iniciativa sugerida pela Ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), com o apoio da Apamagis Mulher (Associação Paulista de Magistrados), objetivando aproximar os diferentes setores da sociedade ao trabalho realizado pelo Poder Judiciário. 

Segundo a juíza Adriana, em todo o estado de São Paulo, Mogi Mirim é uma das 22 cidades que iniciou o programa. O ponto de partida, conforme detalhou, ocorreu em setembro, durante encontro de trabalho que atraiu à sede do STF, em Brasília, magistradas de todo o Brasil, do qual participou uma comitiva da Apamagis.

Ao formatar o planejamento inicial de introdução do programa, Adriana, os demais colegas magistrados e sua equipe de trabalho vislumbraram atrair inicialmente crianças filhas de servidores do Fórum e de advogados da cidade, com intermediação da OAB. A ideia foi a execução de uma experiência inicial preparando o terreno para atrair, a médio prazo, crianças matriculadas nas escolas da cidade. “Queremos despertar nas crianças o interesse para observar como funciona o sistema de Justiça. Acho que entregamos isso no dia de hoje. O próximo passo será atrair crianças das escolas”, afirmou a magistrada.

Atividades Lúdicas

A visita foi o coroamento do trabalho que teve início às 14h, nas dependências do Tribunal do Juri. Acompanhada da advogada Patrícia Costa, da servidora Roseli Sakamoto, sob os olhares das mães presentes, a juíza Adriana interagiu com as crianças, utilizando uma linguagem acessível para melhor compreensão dos motivos pelos quais haviam sido convidadas. Em seguida, foram distribuídos materiais necessários para elaboração de “cartazes para um mundo mais justo”, uma das atividades lúdicas conduzidas pelos organizadores.

Um memorando preparado para a condução dos trabalhos destacava a importância de se apresentar “de maneira simples” aspectos relacionados ao significado da Justiça e as atividades de seu cotidiano. Ainda conforme o documento, era imperativo às crianças “Expressarem suas ideias por meio de desenhos e mensagens”, estimulando a escuta, o respeito às diferenças, a empatia e cooperação.  O tema foi ‘Justiça pra mim é …’. O resultado desta atividade será exposto primeiramente no Fórum e, em seguida, em locais públicos como a OAB, a Acimm e o Paço Municipal.

Visita

A visita propriamente dita foi conduzida por Roseli Sakamoto, que levou o grupo a percorrer todos os ambientes de trabalho, facilitando o acesso das crianças, contando em todas as situações com a empatia dos colegas. “Acho que entregamos aquilo que havíamos proposto. Foi sem dúvida um evento magnífico”, comentou Roseli.

Ao final, as crianças receberam brindes e um certificado de participação. O servidor Daniel Ferrari aprovou a iniciativa. “Foi algo que surpreendeu positivamente”, avaliou. Ferrari levou a filha Dandara, de seis anos, acompanhada sempre de perto pelo irmão Micael, de 16. Valéria Maria Gomes Neto Moreira Ramos, escrevente, ficou feliz com a reação do filho Benjamin, de sete anos. “Ele foi deixando a timidez inicial de lado e se soltou. Adorou todas as atividades”, descreveu Valéria. A advogada Mariana Alves Bezerra Cavalaro, mãe de Gilmar, de nove anos, se empolgou com o desenrolar dos trabalhos. “Foi ótimo. Fiquei muito feliz pelo fato dele ter participado”, afirmou.

A também advogada Adriana Finotti Sambinelli, mãe das gêmeas Sophia e Manuela, de nove anos, disse que as meninas se mostraram participativas e elogiou a iniciativa. “Entre os diversos benefícios que enxergo neste tipo de proposta está o fato das minhas filhas terem uma noção mais próxima de como é meu ambiente de trabalho. Algo que talvez possa estimulá-las em determinado momento da vida ter despertada a vocação para a área do Direito”, ponderou.

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