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Empresa contratada desiste de executar limpeza do lago do Zerão

JORNAL O IMPACTO
Foto: Silveira Jr.

A empresa Jo Comércio e Serviços, contratada pela Prefeitura de Mogi Mirim para remoção de plantas aquáticas invasoras no lago do Zerão, localizado no Complexo Lavapés, desistiu da prestação do serviço. A informação foi confirmada para O IMPACTO pelo secretário municipal de Meio Ambiente, Dirceu Paulino.

Os trabalhos tiveram início na segunda-feira (24) e a empresa teria o prazo de 30 dias para concluir a limpeza. Contudo, segundo Dirceu, após três dias, a empresa solicitou a rescisão amigável do contrato alegando que não teria condições de executar o serviço dentro do prazo estabelecido.

A Jo Comércio e Serviços é uma empresa estabelecida em Paiva, município de menos de 1,5 mil habitantes localizado na Zona da Mata Mineira. O contrato com a Prefeitura de Mogi Mirim, no valor de R$ 104,5 mil, foi assinado em 17 de outubro. Com a rescisão amigável, nenhum valor foi pago à empresa.

A invasão de plantas aquáticas no lago do Zerão é um problema que se arrasta há meses. Foi capa do jornal O IMPACTO em 5 de julho. A licitação foi a saída encontrada pela Prefeitura diante da impossibilidade, na época, do serviço ser feito pelo Corpo de Bombeiros Municipal, em razão do alto número de ocorrências atendidas pela corporação, por conta da estiagem.

O secretário municipal de Meio Ambiente explica que o serviço não se resume à remoção das plantas do lago, devido ao mau cheiro que elas provocam. É necessária uma destinação adequada, geralmente com uso de trator e caminhões. “As pessoas acham que é fácil e barato, mas não é”, pontuou.

Diante dessa situação, Dirceu explicou que três cenários serão avaliados. Um deles é refazer a licitação para contratar uma nova empresa para remoção das plantas invasoras. Outra opção é consultar novamente o Corpo de Bombeiros Municipal sobre a possibilidade de execução dos trabalhos, já que o período de estiagem terminou.

Também será avaliado, junto ao prefeito Paulo Silva, a possibilidade de contratação de um serviço mais complexo, que contemple também a retirada do lodo contaminado do lago do Zerão, apontado como causa da proliferação de plantas aquáticas. Essa seria uma solução definitiva, uma vez que a mera remoção das plantas permite que elas voltem a invadir o lago em cerca de oito meses.

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