A eleitora Ana Clara Tagliaferro Malvezi, de 20 anos, não conseguiu votar no segundo turno das eleições neste domingo (25), em Mogi Mirim, mesmo após a decisão que prorrogou o funcionamento das seções eleitorais até as 19h.
Ana Clara havia viajado ao Rio de Janeiro para uma competição de cheerleading e retornou à cidade na tentativa de participar da votação. Ela sabia que, pelo horário originalmente previsto, até as 17h, provavelmente não conseguiria chegar a tempo. Com a divulgação da prorrogação por duas horas, porém, dirigiu-se à Escola Monsenhor Nora, onde vota.
Segundo a eleitora, ao chegar ao colégio, encontrou o local já fechado e foi informada de que a urna de sua seção havia sido retirada. Ela então procurou o Cartório Eleitoral na tentativa de solucionar a situação.
“Cheguei na minha escola, já estava tudo fechado. Ainda conversei com as pessoas, aí falaram que a urna já não estava mais lá. Mandaram eu ir para o cartório para tentar resolver e, por fim, não tem o que resolver porque fecharam”, relatou.
No Cartório Eleitoral, segundo Ana Clara, a explicação recebida foi de que as urnas já haviam sido encerradas e não poderiam ser reabertas.
A votação estava inicialmente prevista para terminar às 17h em todo o país. No fim da tarde, porém, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou liminarmente a prorrogação do recebimento dos votos até as 19h, em todas as seções eleitorais brasileiras. A decisão ocorreu após pedidos relacionados a dificuldades enfrentadas por eleitores para chegar aos locais de votação.
A medida foi tomada quando algumas seções do país já haviam encerrado a votação e até emitido seus boletins de urna, situação que provocou relatos semelhantes de dificuldades para colocar a determinação em prática.
Ana Clara contou que chegou antes das 19h e se frustrou por não conseguir votar.
“Se eu tenho o direito de votar até as sete horas, eu chego antes das sete e, mesmo assim, eu não tenho o direito, acho complicado”, afirmou.
Segundo a jovem, o esforço para retornar a Mogi Mirim ocorreu justamente pela importância que atribui à participação eleitoral.
“É bem frustrante porque é uma grande vontade de exercer esse direito que a gente tem. Eu realmente me esforcei para chegar a tempo”, disse.
Para Ana Clara, mesmo um único voto tem importância no processo eleitoral. “A gente acha que não, mas um voto faz toda a diferença. A gente tem que aproveitar enquanto a gente ainda tem esse direito e exercer ele é muito importante. Então é frustrante”, declarou.





