Paulistão Atacadista
Editorial: Quem será a próxima vítima?

Uma onda de assaltos aterroriza Mogi Mirim, Mogi Guaçu e Itapira. A madrugada, que deveria ser sinônimo de descanso e tranquilidade, vem se transformando em um território entregue a uma quadrilha organizada e cruel. A manchete da última edição do jornal O IMPACTO serve de alerta para a população.

Os criminosos estão invadindo residências no momento de maior vulnerabilidade das vítimas — enquanto dormem — e as mantêm como reféns sob constante ameaça. O caso registrado na região central de Mogi Mirim, onde cinco elementos, incluindo uma mulher, amarraram até crianças, expõe a frieza e a ausência total de limites desses criminosos.

A Polícia Civil contabiliza os casos, enquanto a população contabiliza os traumas. Cada família amarrada, cada casa invadida, cada veículo roubado é mais um capítulo de uma história que se repete porque as soluções estruturais não chegam. É preciso ação coordenada, aumento de efetivo e todo um trabalho integrado para que esses criminosos sejam pegos antes de baterem à próxima porta.

A pergunta inevitável que se faz é: até quando essa onda de terror vai continuar? A resposta não está nas estatísticas da polícia, mas na capacidade do Estado de se fazer presente. Enquanto as madrugadas continuarem entregues à criminalidade, os cidadãos seguirão reféns. Não apenas dos criminosos, mas da omissão de governos que deveriam protegê-los. A região que acordou em pânico precisa, antes de tudo, que o poder público também acorde.

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