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Consórcio não acredita em greve e diz que sindicato não representa categoria

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O Sindicato dos Servidores, Funcionários e Trabalhadores Ligados aos Serviços Públicos de Mogi Guaçu e Região (Sindiçu) informou que os trabalhadores do Consórcio Intermunicipal de Saúde 8 de Abril decidiram, em assembleia, entrar em estado de greve e que uma paralisação pode ocorrer a partir de segunda-feira (12). O consórcio atende oito cidades, incluindo Mogi Mirim e Mogi Guaçu.

De acordo com o Sindiçu, o estado de greve foi aprovado por ampla maioria e reflete a insatisfação dos profissionais com a falta de avanços nas negociações e a ausência de respostas concretas às suas reivindicações. A paralisação pode afetar técnicos, auxiliares de enfermagem e até trabalhadores do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência)

Por outro lado, o Consórcio 8 de Abril emitiu uma nota à imprensa na qual questiona a legitimidade do Sindiçu para representar os funcionários, citando um processo judicial em trâmite no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15).

A gestão do consórcio afirmou que está proibida por decisão liminar de negociar ou recolher contribuições para qualquer sindicato até a resolução final da disputa. Apesar disso, declarou que já se reuniu com o Sindiçu para ouvir as demandas e que, independentemente de obrigação legal, concedeu um reajuste salarial de 4,86% e aumentou o vale-alimentação de R$ 389 para R$ 500 em junho de 2025.

Em entrevista à imprensa, o atual presidente do consórcio, o prefeito mogimiriano Paulo Silva, afirmou que não há clima de descontentamento entre os funcionários que justifique uma greve. “O sindicato está criando um clima artificial de insatisfação”, avaliou.

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