Bate-boca interrompe sessão na Câmara de Mogi Mirim

FLÁVIO MAGALHÃES
JORNAL O IMPACTO
Uma votação na Câmara Municipal de Mogi Mirim terminou em bate-boca na sessão de segunda-feira (25). Enquanto discursava, Cabo Wagner (PL) foi chamado de “mentiroso” por Ernani (PT) após afirmar que a “metodologia do Paulo Freire” mata crianças e adolescentes no Brasil.
O bate-boca ocorreu durante votação de projeto de lei do vereador Sargento Coran (PP), que propôs a criação do “Dia do CAC – Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador” no calendário oficial de eventos de Mogi Mirim.
Durante a discussão do projeto, Ernani foi o primeiro a discursar, se posicionando contra a iniciativa. O petista defendeu que a propositura fazia apopologia ao armamento, citando notícias de aumento de casos de violência contra mulheres por CACs e de aumento da caça ilegal no Brasil. “Nós temos que respeitar a vida como algo essencial”, pontuou.
Na sequência, discursou Cabo Wagner. O vereador chamou atenção para um cartaz que dizia “Livros, sim! Armas, não!”, exibido por Ernani e por apoiadores do petista que estavam na plateia. “Livro mata também. Essa educação que está sendo implantada no nosso país pela esquerda, vinda da metodologia do Paulo Freire, também mata. Mata nossas crianças, nossos adolescente. É igual uma arma”, disse.
Nesse momento, Ernani chamou o vereador do PL de “mentiroso” e “falso religioso”. Wagner retrucou: “vem cá e prova que eu sou, estou à disposição”. “Se ponha no seu lugar”, disse ainda ao petista. Foi quando o presidente da Câmara, Cristiano Gaioto (PDT), suspendeu a sessão e ameaçou retirar apoiadores de Ernani do plenário, caso não fizessem silêncio durante a discussão da propositura.
Gaioto também pediu apoio da Guarda Municipal antes de retomar a sessão. “Quebra de decoro dos dois, que eu podia abrir agora a Comissão de Ética”, disse ainda o presidente da Câmara, fora dos microfones.
O projeto de lei acabou aprovado por 12 a 4.