O volume de chuva registrado em Mogi Mirim ao longo de outubro se aproximou dos 300 milímetros, segundo medição do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae). O acumulado superou, por exemplo, os 275 milímetros registrados em janeiro, tradicionalmente um dos meses mais chuvosos do ano.
A elevada marca ocorre depois de um setembro também chuvoso, com precipitações acima do habitual. No mês passado, o Saae registrou acumulado de 154,8 milímetros.
Essa situação tem trazido problemas para pelo menos duas secretarias municipais, a de Serviços Municipais e a de Desenvolvimento Rural. A primeira é responsável por manter limpos praças e logradouros. A segunda, pela manutenção de estradas rurais.
Oberdan Quaglio, titular da pasta de Serviços Municipais, procurou minimizar os efeitos da chuva nos trabalhos de manutenção das vias e praças, mas admitiu que a situação tem exigido uma maior atenção em situações pontuais relacionadas à manutenção da capa asfáltica. “Às vezes atrasa um pouco a operação tapa-buracos, que não podemos fazer em dias de chuva. Os demais serviços têm acontecido dentro do cronograma, às vezes com um pouco de atraso”.
Já o secretário de Desenvolvimento Rural, Valdir Biazotto, argumentou que, apesar da situação indesejada, a pasta tem se esforçado para minimizar os efeitos da chuva prolongada. “Essa condição de chuva atípica interferiu no planejamento e execução dos serviços de manutenção e na contratação de obras. Muitos pontos já trabalhados, mesmo com todo material utilizado e serviços corretos, acabaram sendo danificados e precisaram de retrabalho. Mas, mesmo diante do volume da chuva intenso e recorrente, não tivemos nenhuma situação generalizada, só atendimentos pontuais”, mencionou.
Um dos casos mais significativos ocorreu no bairro Paiol de Telha. Entre os dias 22 e 25, foram registrados 115 milímetros de chuva no município, de acordo com balanço divulgado pela Prefeitura. Na localidade, tubulações instaladas em córregos foram obstruídas por vegetação aquática arrastada pelo volume e pela velocidade da água. O bloqueio provocou alagamentos temporários em áreas de propriedades próximas e pequenos danos materiais.
Equipes e maquinários da Secretaria de Desenvolvimento Rural foram enviados ao local para desobstruir as tubulações, retirar a vegetação acumulada e restabelecer o fluxo do córrego.
De acordo com nota conjunta da Secretaria de Desenvolvimento Rural e da Defesa Civil, a demanda por atendimentos emergenciais nas estradas rurais permaneceu baixa, apesar das chuvas. Nas demais regiões, a Prefeitura informou que as vias rurais seguem com condições de tráfego e continuam sendo monitoradas.
As equipes também percorrem os principais corredores agrícolas e rotas utilizadas por moradores para identificar desgastes e realizar reparos quando necessário.
A Defesa Civil e a Secretaria de Desenvolvimento Rural permanecem monitorando as condições meteorológicas e os efeitos das chuvas no município.





